A
origem do Bulldogue Inglês é bastante remota e seu
nome deriva do fato de que, até meados do século XVIII a raça era usada nos combates
com touros (bull baitings). Naquele tempo, os Bulldogues eram um tanto diferentes do
padrão atual, mais parecidos com o boxer (mais altos, musculosos e ágeis, com membros
mais retos e longos). Sua característica mais marcante, a mandíbula, tornou-se mais
desenvolvida que a arcada superior para que pudesse morder, de baixo para cima, as narinas
e o pescoço do touro, de forma que este não se soltasse.
Com o passar do tempo, e com a proibição dos
combates, o bulldogue foi se transformando até chegar ao cão como conhecemos hoje e que,
segundo alguns, só continua existindo com a ajuda do homem, uma vez que suas próprias
características físicas prejudicam sua reprodução sem interferência.
Seu focinho curto e nariz voltado para o alto, que eram
extremamente úteis durante o combate, na verdade dificultam o resfriamento do ar e pode
levar o animal a "morrer de calor", além de restringir seus esforços físicos
porque se cansa com facilidade até mesmo para acasalar-se.
As pernas dianteiras curtas e espaçadas e a frente bem mais larga que a
traseira, que durante a luta eram fundamentais para driblar os adversários são as mesmas
que impedem, quase em 100% dos casos, nascimentos por parto natural, uma vez que os ossos
das cadelas não se dilatam a ponto de propiciar a passagem da cabeça dos filhotes.
Segundo pesquisa do The Bulldog Club of America, divulgada pela revista Cães e Cia, 94%
dos partos são induzidos por cesariana.
Mas, para a sorte de todos, o Bulldogue tem uma verdadeira
legião de admiradores que procuram enfrentar todas essas dificuldades apenas para tê-lo
como animal de companhia, sua nova função no mundo moderno. Jô Soares que o diga... E,
se não pode ser considerado exatamente "bonito", talvez seja um dos cães mais
usados em comerciais e desenhos animados, onde sempre aparece na função de cão bravo.
 
Se em sua origem o Bulldogue era considerado "um cão feroz" e
usado em combates, hoje isso não passa de lenda. Mesmo com sua expressão bravia, o
Buldogue é um excelente cão de companhia, muito dócil e afetuoso.
Apesar do porte físico sólido e pesado, o Bulldogue pode ser um
companheiro brincalhão e cheio de energia. É um cão "de boa paz", que se
relaciona muito bem com crianças desde que estas respeitem seus limites para a
brincadeira e até mesmo com outros cães desde que não haja "brutalidade" na
convivência. É um cão muito silencioso, que late pouco e demanda poucos cuidados com
seu pelo curto.
Por essas características, é um dos cães mais populares nos
EUA e na Inglaterra, onde é a raça mais numerosa entre as registradas nos clubes
cinófilos.

Um bom filhote deve ser ativo, com cabeça grande, bem enrugada,
dentes inferiores sobrepostos aos superiores.
Até os 50 dias o nariz pode ser avermelhado, mas com sinais de
escurecimento.


A raça tem certa tendência a desenvolver assaduras, dermatites e sarna demodécica.
Precisa de atenção quanto a limpeza das dobras do focinho e
pescoço, que deve ser feita com água e sabão neutro.
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