Club Français des Amateurs de Lévriers d'Asie Persans & Afghans

 
 

 

 
Personalidade Problemas comuns à raça Sobre o Afghan Hound O Filhote Padrão  
 

Veschnost kennels A origem do Afghan Hound, considerada uma das mais belas e exóticas entre todas as raças, é muito antiga e perde-se no tempo. Por isso mesmo, sobram lendas a respeito da raça, que teria sido, segundo relatos, o representante da espécie canina na arca de Noé.

Alguns historiadores baseiam-se em um manuscrito chinês para provar que o Afghan, conhecido como Tazi em seu país de origem, seria o descendente direto dos primeiros canídeos que habitavam as estepes asiáticas 100 mil anos antes da era cristã.

A palavra Tazi, utilizada pelos afegãos para o nome da raça também significa 'rápido' ou 'branco' e também seria o nome de uma cidade entre Ghazni e Kandahar, que o sultão Muhmud de Ghazni havia dedicado aos Afghans que teriam ajudado a conter uma invasão hindu.

Veschnost kennels Todas essas hipóteses na verdade dificilmente serão passíveis de comprovação, mas dão uma boa idéia do fascínio que estes cães despertam.

O que parece certo é que o Afghan foi abordado, pela primeira vez, numa aquarela publicada na obra de Thomas D Broughton, chamada 'Cartas escritas em um campo de Mahratta', em 1809.

O primeiro Afghan 'real' chegou à Inglaterra em 1907, levado pelo capitão John Barff e exposto no Palácio de Crystal em outubro daquele mesmo ano.

Outros cães começaram a chegar à Europa a partir daquela data e provocaram grande discussão entre os criadores, uma vez que o tipo físico deles era bastante heterogêneo, chegando-se mesmo a considerar a divisão da raça em duas, em 1962. A proposta de divisão foi feita por uma juiza baseando-se nas diferenças entre os afghans 'do deserto', também chamados de 'bell murray' e os afghans 'das montanhas', ou ghazni. A principal diferença entre os dois tipos era o tamanho dos cães, sendo que os do 'deserto' eram muito maiores do que os 'da montanha' e os 'da montanha' tinham uma pelagem muito mais longa do que os 'do deserto'. De qualquer forma, o padrão oficial do Afghan, escrito apenas em 1933, contemplava os dois tipos físicos.

Na sua terra natal, os Afghans foram utilizados para um grande número de tarefas: eram utilizados para entrega de correspondências, como cão de caça à gazela e à lebre, e até mesmo como cão de defesa de propriedades. Apesar das tarefas distintas, todas tinham em comum o fato de que o Afghan é um cão anatomicamente desenhado para desenvolver grande velocidade, o que lhe rendeu ainda a tarefa de cão de corrida, que ainda é praticada em muitos países, especialmente na Inglaterra e Estados Unidos.

 


Personalidade

Club Français des Amateurs de Lévriers d'Asie Persans & AfghansO Afghan Hound, até em função de suas atividades originais, que obrigavam que ele mesmo tomasse suas decisões, não é um cão de atitudes submissas e devotadas. Isso não quer dizer que ele não se apegue aos donos, mas sim que só vai obedecer se quiser.

Para aqueles que esperam um cão que siga o dono pela casa, o Afghan é totalmente contra-indicado. No entanto para aqueles que desejam um cão mais independente, que não fique pedindo carinho e solicitando atenção, o Afghan pode ser uma boa pedida. Alguns criadores sintetizam esse traço de comportamento afirmando que o Afghan tem um comportamento muito mais 'felino' do que canino.

É um cão bastante tranquilo, que pode até viver em pequenos espaços, mas que precisa fazer exercícios regulares para se manter saudável e em forma, uma vez que sua estrutura física foi moldada para esta finalidade.

Não costuma latir em excesso. O relacionamento do Afghan com crianças é controverso e normalmente os criadores afirmam que a disposição de brincar e respeitar crianças varia muito de acordo com cada exemplar, o mesmo valendo para o convívio com outros cães e gatos... Alguns podem conviver relativamente bem e outros não. Agora... com certeza é melhor evitar a presença de roedores na mesma casa, uma vez que em sua origem o Afghan era, antes de mais nada, um caçador e são grandes as chances de acontecer um 'acidente'.

Na classificação do pesquisador Stanley Coren, em seu livro 'A Inteligência dos Cães', o Afghan é o último colocado. Isso não quer dizer que a raça seja 'burra', mas que simplesmente que eles não fazem a menor questão de obedecer a comandos.


O Filhote

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Filhote com 6 semanas Filhote com 7 meses

O filhote de Afghan passa por uma transformação total até chegar aos dois anos. Logo que nasce não lembra nem de longe a elegância de um adulto. Tem a cara chata, focinho curto e poucos pêlos.

Aos poucos, começa a 'parecer' um Afghan e a partir dos 3 meses fica mais fácil de identificar as características da raça.

Como todos os filhotes, o Afghan precisa, desde cedo, perceber quais são os seus limites de maneira clara. Especialmente devido ao seu temperamento independente, aulas de obediência devem ser feitas preferencialmente pelo proprietário e de maneira que o filhote sinta-se estimulado constantemente, caso contrário as aulas podem ser uma grande frustração para o proprietário.

Não se deve perder de vista o fato de que o Afghan tem um temperamento muito típico, mas que corretamente estimulado pode ser um cão bastante obediente.

Um dos principais cuidados que se deve ter com o filhote é proporcionar bastante atividade física, mas nunca se deve soltar um afghan (mesmo depois de adulto), num espaço sem proteção de grades, caso contrário o cão pode facilmente escapar e será muito improvável que o proprietário consiga alcançar um Afghan correndo.

Caso o cão more em casa com quintal, deve-se ter o cuidado de aumentar o muro para uma altura segura. Afghans conseguem pular grandes alturas com relativa facilidade. 


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Uma das principais características da raça é sua pelagem longa e exuberante. No entanto essa mesma pelagem é uma das principais dificuldades da manutenção da raça.

O Afghan precisa de escovações regulares, um processo que, num cão adulto pode levar mais de 2 horas.

O banho deve ser dado semanalmente e o pelo deve ser desembaraçado ANTES, caso contrário, a formação de nós é inevitável. A secagem deve ser feita com muito cuidado, para que o pelo não quebre e evitando o surgimento de fungos e outros problemas relacionados à pele.

O Afghan costuma perder o pelo 'infantil' em torno dos 9 meses. A partir desta idade a escovação deve ser, de preferência, diária, visando ajudar na troca de pelo. O mais importante, no entanto, é acostumar o filhote desde cedo a esta rotina de escovação que fará parte do seu cotidiano.

Alguns Afghans possuem uma espécie de barbicha, chamada de mandarim, que confere ao cão um aspecto ainda mais exótico e aristocrático.

Durante o verão há uma tendência do Afghan perder mais pêlos, mas não a ponto de espalharem pela casa como ocorre com raças sujeitas à muda. Neste período, pode-se escovar a cada dois dias para removê-los.


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A raça admite todas as cores. No entanto algumas são mais valorizadas do que outras, especialmente devido à sua pequena frequência de aparecimento.

As cores mais comuns são: marfim, dourado (numa grande variedade de tons que vai desde o creme ao acaju), azuis, tigrados e cinzas. Uma das mais raras é a chamada 'dominó, que é o creme acompanhada de um tom cinzento/azulado no dorso.

Em qualquer uma das variedades, é aceito que os cães tenham máscara preta no focinho.

Um dado importante sobre a coloração do Afghan é que ela só é considerada definitiva após o cão ter feito a primeira troca de pelos com 9 ou 10 meses.


Normalmente os Afghans são cães fortes e resistentes, não havendo registro de doenças específicas da raça. No entanto, de maneira geral tem predisposição para desenvolver alguns problemas:

  • Otite – especialmente pelo formato de suas orelhas mais longas. A prevenção é basicamente feita com a limpeza semanal dos ouvidos para diminuir os riscos de infecção.
  • Tártaro e problemas de gengivite
  • Raquitismo – em função de seu rápido crescimento, está sujeito a raquitismo, que pode causar deformações ósseas e dificuldade na locomoção. Em filhotes é possível evitar ou corrigir a doença. Mas nos adultos não há cura.
  • Catarata juvenil – que pode levar o cão a ficar cego


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